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Ensaio sobre feijões

dEUS deu-nos os feijões. dEUS deu-nos o poder de relembrar o esquecido. dEUS deu-nos o poder de esquecer o relembrado. dEUS deu-nos a mentira para a tornarmos verdade. mas dEUS também nos deu o poder de tornarmos verdade a mentira. dEUS deu-nos os feijões. estão na minha feijoada. estão na tua sopa e são os mesmos. uau, o mundo é pequeno. mas os nossos repastos são tão diferente.

Compincha1: Já viste que os feijões da tua feijoada são os mesmos da minha sopa?
Zorze Zorzinelis: Uau, já viste como o mundo é pequeno?
Compincha2: Vê se conheces a Cláudia que andou contigo no secundário...
Zorze Zorzinelis: Uau, com mil feijões, o mundo é mesmo pequeno!

"dEUS deu-nos a mentira para a tornarmos verdade"

Cantam as nossas almas

O plagiador duvida das habilitações do vigarista. O vigarista elogia as acções do demagogo. O demagogo condena o maldito vício branca e confraterniza com o dealer. O dealer sabe vender o produto e melhor ainda se sabe perder a si. Falando em si, deixe-me dizer-lhe que você não passa de um palhaço! O Palhaço faz rir as crianças. As crianças amam os pais e gostam do Noddy. O Noddy é sexagenário mas ainda não cresceu. O quê? Apareceu? Quem? Aquela, ai como era o nome da menina? Olha, já tens o novo álbum da Shakira? Não te esqueças da promoção do Pingo Doce. O meu namorado ama-me. Engravidei. Fui promovido. Amo outra mulher. Assaltaram-me. Vou morrer. Não te esqueças de comprar o bolo de aniversário. Sim, mais força: sopra as velas, vá!

O demagogo condena o maldito vício da branca e confraterniza com o dealer

3ª Temporada da Alienação Zorziana

Pode ser a 3ª ou 5ª temporada, dependendo, naturalmente, do critério que me apeteça utilizar. Confesso que assumi o da desistência-insistência: 2-2 no marcador, num jogo bastante disputado entre bolas ao ódio e entradas duras de amor doentio. Assim, e para os ainda corajosos leitores da Alienação Zorziana, fica mais uma insistência minha em manter vivo para sempre (o sempre possível, convenhamos!) este blog. Sem a já traiçoeira e despistante contagem de visitas e sem o politicamente correcto do "comenta-comenta-me", fica simplificado em imagem e raciocínio. Exequível, aconselhador, denunciador, genuíno, perverso, abusivo, falsificador de factos e argumentos.

Ensaio sobre o grande problema das mulheres

O grande problema com as mulheres em relação aos homens não reside no facto de não perceberem um caralho sobre sexualidade masculina - porque isso, lá está e tal como nós, gajos, é um facto mais do que comprovado! Enquanto nós nos cagamos, mas não nos fingimos cagar para a desco…

Na Korda com os bimbos habituais

Um dia antes da abertura oficial da exposição na Cordoaria da Junqueira, o Zorze foi convidado pelo organizador da mostra a beber um mojito, a ouvir um pouco de música e, naturalmente, a contemplar o espólio de Alberto Korda. Para quem lê a Bola ou é esquecido, este senhor foi o fotógrafo protegido de Fidel Castro e o mesmo que fez a célebre fotografia do Che... ya, sim (!), aquela que vem nas carteirinhas da ganza ou nos crachás que os putos imberbes metem nas malas. Lá estava eu, a ler as fotos, a descobrir os pormenores, as intenções, as expressões, a força, a deliciar-me com a mesma intencionalidade com que me venho depois de uma boa foda e, uma vez mais, os bimbos pseudo-intelectuais das exposições, curando sobre nada, numa vaidade pedante; vestidos nos extremos do desleixo ou do aprumo: absolutamente ridículos! Eu, profundo conhecedor dos meneios tidos pelos bichos nas exposições, levei-me a mim, à minha cabeça e mandei-os foder/levar no cu. Talvez hoje, e já liberta daquela esc…

O regresso do herói à capital sangrenta do deserto

Algumas pessoas acreditam que somos a continuação de vidas passadas. Esoterismo à parte, embarco mais na ideia de Fantasia-Esotérica. Não sei se o termo existe, mas soa bem que se farta. Se calhar vou estruturar a tese e avançar com uma grande convenção ou congresso sob o lema: FANTASIA ESOTÉRICA: "Descubra que personagem você foi na vida passada". Pela parte que me toca, chego à conclusão que fui muitas. Todas elas esmigalhadas em centenas de folhas de primeira página de romance. Isso é bom? Claro que é! Rasgos de brutal felicidade e depressão todo o santo dia é do tutano. Foda-se, bom-bom era criar uma erva transgénica que provocasse tamanho dano e estímulo cerebral e fosse possível, quiçá, vendê-la a um preço que me permitisse mandar todo o mundo para o caralho!



Acorda, vá! Já são horas de nada.

Alexandre e o Finley

O Alexandre era o gajo que me vendia mel de toda a parte menos de São Francisco. A última vez que nos encontrámos, entre o fumo atordoante e reconciliador, disse-lhe "Men, curto-te bué, men...". "Zorze, tu é que és grande, maluco!". Depois desse dia, em que nos encontrámos tardiamente na street (foda-se, street soa sempre bem), nunca mais o vi. Sumiu-se; julgo que se evaporou para o Hawai. Ainda hoje penso que morreu na tubagem. Tudo isto para dizer que ouvi este senhor hoje e era um gosto musical que eu e o Alexandre partilhávamos a 100%. O resto não! Comprava-lhe a 20 euros a língua!



"Olha Zorze: pássaros-cometas a caminho do Hawai"

À música dos amigos

Quando uma pequena cria de uma rata (ratazana) é retirada junto da mãe, os seus níveis de stress disparam. Quando, por exemplo, estamos a conversar com alguém que achamos muito simpático(a), tendemos a imitar cada gesto que faz - até quase ao ponto de sacarmos um gnu do nariz. Quando temos algo melhor que o mediano queremos mostrar. É científico. Há estudos e está comprovado. E eu como sou mais um mero e vulgar animal (só disse isto para parecer modesto), vou-me incluir em todas estas teses: vou abrir a janela do meu Pininfarina e fazer ouvir esta música para o mundo, mas especialmente para o meu mui querido amigo Diaz, agradecendo-lhe o soberbo arroz de ameijoas e a campanhia sempre inspiradora e musical. Mas não só a ele; a todos de quem gosto. À música dos amigos.

Música. Mas música a sério: AQUI