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Hipotermia pensante.

A propósito das confidências do realizador de ontem presente na projecção do filme, exponho os devaneios lírico-artísticos do senhor em interrogação: "(1) Estive em Hong Kong", "(2) Cheguei a estudar em Nova Iorque", "(3) Este filme não é linear", "(4) Não me interessa se as pessoas não o entendam". Dos sorrisos ou do corpo curvilíneo trabalhado, a rima da solidão. Da franca actividade cerebral ou das prosas abduzidas com Ctrl+C, a carcaça dura. Bichos acossados: frágeis, quebradiços. Ridículo, sim(!), o pedantismo. Ridícula a insegurança. Ridículas as certezas. Ridícula a inveja. Ridículas as entrelinhas. Ridícula a maldade. Enfim, o coração gangrenado e em hipotermia sentimental. Solidão. Incompreensão. Vazio. Desistência. Insistência. Manhãs de regresso. Noites de amor. A propósito das confidências do realizador de ontem presente na projecção do filme, continuo a não compactuar com nanismos intelectuais.

"Ridícula a maldade. Enfim, o cora…

O desgaste.

Acredito pouco no regresso aos lugares onde fomos felizes. O pior dos desgastes é desgastarmo-nos a tentar não desgastar o que naturalmente se desgasta. É como ler ou ouvir alguém até que as suas ideias se desgastem e comecemos então a alimentarmo-nos de resquícios técnicos próprios de autores que já não conseguem foder com sentimento. Daquelas fodas onde o cheiro fode com o desejo e a nossa pele com o desejo de foder outra vez.

"Acho que um gajo só fode bem e com amor quando ainda não caiu no desgaste de ter perdido o talento para uma forma técnica de (sub)viver"
"(...) tenho saudades tuas, da tua estupidez e do teu encanto; uma fusão agridoce estonteante e ao mesmo tempo linear..."


Quem nada cansa os bracinhos...

O perigo reside no nada. Do nada de ter. Do nada a dar ou a ter que dar. Um tangram ciclónico que varre qualquer cenário para se morrer de nada e do nada para morrer.


Actos - TOMO I

Gostarmos do(a)s amigo(a)s do nosso(a)s amigo(a)s ou companheiro(a)s é, salvo raras excepções, um puro acto de altruísmo.

sobre-o-onol

Foi um conjunto de circunstâncias que levou a que "onol" se escrevesse "anal". É uma situação terrivelmente fodida, sobretudo para quem acredita e apoia o anal sem a vogal "a".

Let's talk about morcelas.

A única cena mais provinciana do que as feiras de chouriço, dos cavalos, dos porcos e da marmelada caseira da avó é o Estoril Open. É lá que encontramos a nata do pedantismo.