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Mensagens

O maravilhoso mundo do atordoamento alcoólico.

"(…) Bon voyage mon grand ami! Une grande année pour vous!” ou qualquer coisa assim do género. Mas há mais pérolas do meu vizinho alcoólotra aquando das chegadas tardias ao meu poleiro. "Este Mercedes é do caralho, foda-se, motores que nunca mais terminam, ó caralho, fooooda-se!". "Ui, c'um caralho", penso: o gajo está todo fodido outra vez! Do último encontro vale-me uma boa trincadeira alentejana, é certo... A garrafa foi uma bela oferenda depois de provas sucessivas de uísque velho na sua casa - afinal, essa é, como referiu, a sua principal especialidade! "Ohmon grand ami,maintenantje vais vous montrerces armesvenus d'Afrique". "Oh foda-se", como que em dom de adivinho, "este gajo vai dar-me um balásio e eu vou deixar de ver o meu mundo sóbrio". Ainda por cima vai matar-me em francês e podre de bêbado... Mas não. Segui-se apenas um "bom, vizinho, vou mesmo ter que abalar...".
"Ohmon grand ami,maintenantje…

O meu amigo dEUS.

Quando dei por mim a ter voz de raciocínio e com o intuito próprio de poder esbarrar em dEUS, várias por vezes sem conta, insultei-o. Ou o sENHOR achou graça à minha postura insinuante ou não teria ele agora abençoado este pobre Zorze Zorzinelis com tudo aquilo o que ele sempre quis. Com o amor de gente tão boa à minha volta e com os fantasmas eliminados por fim, digo-te isto pela primeira vez e bem sentido, meu caro amigo: "Obrigado, foda-se! És do caralho!" Isto, mesmo que por vezes me tenhas sodomizado ao melhor estilo do Rocco Siffredi, mas reservaste-me esta felicidade imensa de estar aqui entre as tuas marionetas orgânicas e sentimentais. Viver é bom e não me queixarei mais, pá!

"Obrigado, foda-se! És do caralho!"

A massa do intraderme.

O apressado enrolar de nós emotivos nas entranhas do que somos, como a intraderme em choque na feira das luzes, dos cheiros de uma mostra de espécimes passantes, dos holofotes ordinários e do algodão doce. Assim para o desfocado de um tempo que é uma graça com óculos de massa. Existe e acumula-se aos poucos como a certeza de beijarmos o pueril e entontecedor sentido de não estarmos cá amanhã. Fino-me, mas bebo para ver torcido ainda o curvilíneo das tuas apófises cervicais e o cheiro armagedónico de tesão que o acompanha. Nas cores que pairam acima da minha enorme cabeça, há aquelas que obedecem a pantones, as subservientes e as outras que se confundem eternamente numa mistura laboratórica, demente e infindável de desejos químicos. A+B+C são as primeiras letras do abecedário; mas o Z de Zorze e de Zorzinelis é a última. Finita e genuína. Um chegar de meta onde a letra e o homem reencontram-se finalmente, e em paz, para estourar uma outrora semente magnífica em fase geriátrica.

"(…

Ensaio sobre um cantor com demência degenerativa e alguma fonética dadaísta pueril, mas preocupante.

Queria aproveitar este momento para dedicar esta canção a todos aqueles que... hmmm, esperem, peço-vos desculpa. Não consigo cantar agora. Quero ir ali aos subúrbios da cró té jui toi pio ter chá ir só jui oi oi oi ti lim lim...

Gaguez emotiva.

Sr. Crescêncio: Ganhei o Euromilhões. Estou mi, mi, mi, mi, mi...
Funcionário: ... lionário!
Sr. Crescêncio: Mi, mi, mi, mi, mi, mi...
Funcionário: ... lionário!
Sr. Crescêncio: Mi, mi, mi, mi, mi, mi...
Funcionário: ... lionário, meu caro amigo!
  "Mi, mi, mi, mi, mi, mi..."
AQUI

Você anda desparecido - OU - Ensaio e variações com "Você".

Versão 1: - Ele anda desaparecido. - Quem? - O Você!
Versão 2: - Eu? - Não, o Você!
Versão 3: - Você anda desaparecido! - Não, porque acabei de me encontrar com o Você!
Versão 4: - Você anda desaparecido! - Por que diz isso? Tenho estado por cá.

"Você, Você, seu maroto! Com que então, anda desparecido?"

Homem-Cão.

Pobre dos cães que cheiram os resquícios perfumados oriundos da cozinha do prodigioso cozinheiro. Cá dentro, o Relvas. Teve equivalência a 32 disciplinas. Da minha mesa vejo um (fantoche) director da universidade a defender o miserável traste: “blá blá blá” mais a p$ta que o pariu. Passou na televisão – uau! Mandei f$der a perversidade destes cabr&es todos. Cá fora, os cães. Na ânsia-inocente de mãos carinhosas no pelo rafeiro. Reconforto no animal pelo homem. Reconforto no homem pelo animal. O vinho em meia dose antes do litro. O homem que deveria ser antes do que depois do animal. Evoluímos demasiado... O nosso lugar comprometido nestes provincianos meneios pensantes. Seríamos dignos enquanto cães. Antes de “relvas” e afins verdejantes envenenados. Não há pachorra senão para eles cá fora: os cães. Bichos verticais. Erguidos. Magistrais. Absolutos. Não em linhas tortas, sem a sonoridade perversa-abafada-camuflada, mas estrepitante da m%rda em que muitos de nós se tornaram. A ti,…