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Mensagens

Rapsódia contemporal-conceptual - OU - Ya, Zé

Onde é que se liga aqui este megafone?... Ouçam: artigos pequenos e outros um pouco maiores com mais de 80% de mínima importância. O tapete, o cristal, os dourados. Ai, como são lindos os dourados! Os saldos! Ui, dEUS meu, já começaram? Pretexto. Vamos já, vamos já! Quero ver essa selectividade minimalista dos espaços decorados sem nada. Os dias da reinvenção. Presunção. Sei mais do que tu! Eu sim, sou especial. Antena e o tempo. Vem de onde? Massamá! E o que nos traz hoje? Venho cantar Celine Dion em português. Escolha ousada. E porquê a Celine? Ai, é simplesmente linda: sempre foi! Dias de festejo. Kizombada depois da lambada lambuzada ao seu tempo. 2 tempos. 4 tempos. Motores potentes. A tecnologia gritante. Si, cariñoooooo! Iphones, S8's, S9's, 5 Mini S´s. Fodeu! É assim que se diz? Depende do que queres dizer!? Quem? A mulher, o patrão, o empregado, a amante turbinada, o senhor do banco? Tenho certezas, tenho opiniões. Como diziam os outros, já sei namorar e beijar de bo…
Mensagens recentes

O sENHOR e o dente d'ouro

Também eu vou morrer, meu sENHOR? Untai o meu ventre ressequido com água da verdade e benta de pureza. Abençoa o meu tablet 7 polegadas da Asus para que esta pobre alma possa dignificar teu glorioso nome. No outro dia reparei que tinhas um dente de ouro, mas deixei-o brilhar discretamente na escuridão do meu hall. "Mas o que faz dEUS no meu T2 e por que razão é tal e qual a minha cara?!..."
"(...) no outro dia reparei que tinhas um dente de ouro..."

688

Janeiro de 2016. Escrevi centenas de idiotices. Quilos de lixo. Produzi alguns ensaios dignos, também. Percebo hoje a distância. Onze anos passaram. O tempo dos 1001 disfarces terminou. A fantasia com barba por fazer. Ontem li o Siddartha de Hermann Hesse e o David Bowie morreu. Foi como juntar rum a uísque. Hoje, esta será, neste meu velho blog, a minha 688 idiotice.
"(...) neste meu velho blog..."

Amor licoroso

Quando te pedi água, amor, trouxeste-me um digestivo licoroso para degustar o fim da noite. O tabaco podia ser ordinário, mas a selecção era da melhor casta de palhas raras. Ah, que atordoo é este que vem depois do fumo que nos consome a boca? Na janela, o passante de cara desfocada e penso em fase apoteótica do sossego e da paz... "hmmm, tudo o que fica por detrás de um vidro não merece ser partido, mas apenas ficar do lado de fora; ali, no frio invernoso como um aquário de água fria". Neste meu conforto intraparedes, intramuros, intraverdade, intraderme, intra-arrumo é o som diminuído da televisão, o livro pousado no colo, o portátil a passar fotos e música, a tua ou teu moço, os mais bonitos do bairro, a concederem-te o sorriso das órbitas interplanetárias do amor.
"(...) que atordoo é este que vem depois do fumo que nos consome a boca?"

Esconderijo.

A chuva que lustra este alcatrão não tem o cheiro da terra molhada das serventias. Os ténis ensopados de água e lama. Procuro-te. Deslumbrado entre as amoras delicadamente retiradas às silvas silvestres. Imaginando. Fantasiando. Com a boca avermelhada de inocência. Para que possa seguir o meu regresso. E para que a essência, a minha, seja sempre feita aí.
"(...) amoras delicadamente retiradas às silvas silvestres."

A elasticidade estática.

No abstracto de exemplificações cerebrais muito nossas, eis que me surge a palavra "elasticidade" para descrever o que de mais intrigante existe em nós: sabermos, afinal, muito pouco da nossa abrangência e(ou) capacidade(s). Curiosamente, em tudo aquilo que julgamos ser mais capacitados - e onde jogamos charme de presunção - se apresenta como o que de menos elástico temos. Tal ou tais descobertas são avassaladoras e acontecem frequentemente. O melhor disto tudo é então entendermos que outra coisa que submetemos à área das nossas fragilidades é afinal um ponto forte que de nada serviu ser entregue a uma humildade "isauriana".
"A nossa evolução de inteligência enquanto indivíduos pensantes deve-se à descoberta da elasticidade em pontos nossos que julgávamos estáticos"

Só-a-fé.

A fé dos nomes. A fé de T-su. De X-y. Vindouros. Outras espécies em Novilíngua. Em transparência de afetos híbridos. Finas folhas de crepes vietnamitas. Bombardeadas pelo silêncio dos órgãos internos à vista dos olhos. Cérebro pojante e de cor pisada. Hiper funcional. Hiper depressivo. Cáustico em desmazelo. Inocente em maldade de já a ser parida. O olhar sem retorno. Retorno cogente e desesperado do nada. O nada. A fé dos nomes. A fé do futuro. A fé, por si só. Isolada. Só. A fé de G-o. De E-y. Jantar à luz de leds. Vitaminas e suplementos. Miúdos robotizados em entradas USB, BSU, SUB e variantes afins sem fim. O caos da morte em vida. O Futuro. A fé morta. Reincarnada, reinventada. Por si. A fé: só! É para viver. Agora. Já. Enquanto há beijo. Enquanto nos esvaímos em sangue, suor, sémen, lágrimas. A fé da vida. A fé do amor. A fé de gostar. Para morrermos no gáudio de não chegarmos lá vivos.
"A fé de G-o. De E-y. Jantar à luz de leds. Vitaminas e suplementos. Miúdos robotizados…