Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2008

Pretexto de ver os teus olhos faiscantes

Arrumei os teus livros na minha mala com o pretexto de te ver outra vez. Uma probabilidade semelhante à tremenda força de impacto de um meteorito cor-de-rosa-primaveril no meu peito em desuso. "Olha, olha, olha... vai cair... 3, 2, 1...". Foda-se, caiu mas foi o caralho!!!

Prosa de amor ao meu filho.

Quando o despertador desperta, desperta para o despertar embrionário de vontade. "Foda-se, caralho, mais o caralho que ma foda, ó caralho". Quanto a buzina apita, apita para o apitar do stress matinal. "Caralho, sai da frente, filho de uma granda puta, ó caralho". Quanto o laboral labora, "laboramos" para um laboral desnecessário: é o patrão que vai para as Caraíbas, não tu! "Anda um gajo a esforçar-se para ser papado, ó caralho!" Mas quando chego a casa e te vejo ainda sem palavras decoradas a berrar por mim com um sorriso, acredita, filho, que me dás mais um pouco de oxigénio. "Obrigado Xano, por este nosso amor que me distancia da merda dos dias".
Naquele instante chuvoso quis pausar-te com o forte trago da aguardente velha e aperfeiçoar o teu esboço. Definir-te os traços no nosso pacto de soslaio. O suficiente para o álcool queimar de vez o tempo.

DESAFIO: Best blogger comeback for 2008!

Eternas crianças.

Olha para mim a representar. São as personagens que me surgem. As mesmas que brincam com o teu mundo colorido e inspirador. Passaram muitos anos depois dos palcos que inventámos. Mas não ficas com a ideia de que o nosso amor se mantém? Mesmo com a frieza que os anos de separação nos trouxeram? Continuo a amar-te muito com toda a minha transparência, S.B.!
(Também em Homem Traste)

Big Bang

A qualidade da tela ou os pormenores da cor numa qualquer impressão de grande formato primam a feitura da obra como digna do teu olhar. Olha ou repara. E a imagem? Cura sobre...? Ah, boa pergunta! Talvez sobre um zoom bem manhoso já a fugir da fiabilidade óptica e a pixelizar. Os resultados não são profissionais. Não, caros “loungistas”! Cuidado ou atenção: são apenas rabiscos desnecessários de uma mente fortemente curiosa. (Também em LoungeArt)

A+B+C+D+E+F+G+H = amor/ódio.

Por A+B, tentava explicar-lhe a razão. Por C+D, tentava ela explicar-me a mim. Depois eles: E+F e G+H. Tínhamos diferentes razões para entender a razão. Ingerida uma a uma, como quem toma comprimidos de cores variadas com intuito de ansiar posterior efeito clínico. A+B+C+D+E+F+G+H = amor/ódio. Todavia, A+E = paixão e D+H = encantamento. Fórmulas, umas atrás das outras. Pura e demente experimentação no laboratório da derme.
(Também em O Pólen no Jardim)

Que cena a do Senna – OU – A Senna de ontem

Ontem, aquando da execução dos meus 250 abdominais – hoje serão 450, se dEUS quiser -, o meu instrutor falou-me no processamento mental. No início, pensei que seria uma daquelas conversas do “fala-para-aí-que-eu-faço-de-conta-que-te-ouço”. Curiosamente, não foi! Disse-me que quanto mais rápido for o nosso processador, mais tempo temos que o tempo real. Isto vem explicar a queda que dei há uns bons anos de um 1º andar, onde vi toda a minha vida passar numa sequência de slides. Aí, o processador acelerou de tal forma que tive todo o tempo do mundo para mirar os capítulos da minha existência. Seleccionei, inclusivamente, as 10 melhores quecas… esperem um pouco, mas eu só tinha 12 anos nessa altura e só me masturbava a pensar na Debra Winger e na sua voz rouca. Mais: o homem dos músculos exorbitantes disse-me que no Estoril, o Ayrton Senna teve tempo para perceber a presença de um amigo numa chicane que fez a alta velocidade. Foi por isso que sublinhou em início de conversa: “Que cena a d…

Quando troveja... - OU - Neighbors

(3º Esq)
Dama do Zorze - Acorda Zorze! Não ouviste o trovão?
Zorze - ... eye of the tiger... regressa Lassie... ai não, foram eles, os cabrões dos greys... não pago, caralho(!)...
(2º Esq)
Vizinha - Ai, ai, ai, ai, Albano!!! O carro, Albano!!! Albano, o carro!!!