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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2007

Cabrões dos cartões e mais os bancos que os pariram!

Aparece-me no outro dia, aquando de uma visita rápida ao Amoreiras, um rapaz a interromper um raciocínio absolutamente brilhante e estimulante que estava a ter com um amigo. Isto, porque o cabrão do imberbe de fatinho com gravata e cara de "sou mais esperto que tu porque estudei na Católica" vinha com o intuito de me vender uma merda de um cartão de banco. Assim:

- Já conhece as vantagens do nosso cart…

Nuns decibéis bem acima dos permitidos por lei, gritei-lhe:

- Não! O que quero é que me desapareça já da frente!

Sei que não devia ter gritado com o rapaz-cara-de-parvo, mas não acho normal este tipo de abordagem. Não sei como este tipo de “caça” pode ser permitida por lei? Será que um gajo já não pode conversar em paz com um amigo num Centro Comercial sem levar com uma puta de uma melga de um banco? Caralho mais os bancos e os cartões e os visas e os cheques e as vantagens e os créditos e... olha, foda-se!!!

Obrigado RTP por este belo balde de merda que cagaste!

“Não é um circo, mas sim uma casa de putas” ou A HISTÓRIA DE FICAR NA HISTÓRIA – ou não, eis a questão? Ficarás?”

Acho que o eléctrico 15 vai para os lados do Palácio de São Bento.

O Pedro não gostava dos senhores que se sentavam no Parlamento. Duzentos e trinta deputados pareciam-lhe um exagero. Como também excessivo toda aquela postura aperaltada dos políticos: o bronzeado, os dentes brancos e a barbinha recortada com destreza de designer. Nós, pessoas, na merda de continuarmos sempre na merda. Saiu da Reboleira no 113 rumo a Belém e não deixou de regar com canela os pastéis quentes . Pediu o café em chávena escaldada e apertou os fechos da mochila laranja antes do 15 para São Bento. A segurança escassa, o treino e o corpo esguio procurando o desvio das câmaras e a mochila que por ali ficou: bem no antro dos “condes das gravatas mortas”. Voltou para mais dois pastéis com canela. À segunda mordidela, as notícias registavam a explosão e a total ausência de suspeito(s). Teria Pedro ficado na História, mesmo como incógnito da História?

- Bom, Pedro... Vou levar-te a casa que já se faz tarde e já bebe…

A minha deliciosa arrogância.

É isto...
Quando o resultado de quase um ano de trabalho se traduz em mais de 5000 visitas a um espaço de quase 5000m2. Quando nesse mesmo espaço se consegue ter os protagonistas dos sectores profissionais que represento. Quando se consegue persuadir um primeiro-ministro a estar presente. Quando se enchem auditórios e se recebe os parabéns de todos. Quando a chefia de Espanha elogia o meu trabalho com vigor musculado, tenho apenas uns tópicos soltos a compartilhar convosco. Até há mais de um ano atrás:1. Raramente tinha recebido um elogio.
2. Trabalhei com muitos incompetentes cheios de mania.
3. Recebi, finalmente, o reconhecimento daquilo que sou: um profissional absolutamente empenhado e 100% eficiente.
E mais isto...
Nunca chegará, provavelmente este post a quem de direito, mas a chegar quero que fique bem explícito o seguinte: 1. Recuperei a minha confiança!
2. Estou mais forte do que nunca!
3. Depressão já não faz parte do meu vocabulário!

Este post é dedicado a quem me despediu sem justa…

O Hip Hop Nacional Sofre de Oligofrenia.

Tirando o Valete e mais um ou dois, o Hip Hop português é uma fantochada!

O que me irrita nos putos do Hip Hop é assumirem a postura de novos Messias. Vêm agora apontar-nos o dedo, isto como fossem donos da razão e portadores de um conhecimento perspicaz e penetrante. Mais ridículo ainda são as suas letras, mais despidas e ordinárias do que a Linda Lovelace no mítico e saudoso Garganta Funda. Acusam-nos de não termos visão e de só eles nos poderem mostrar os novos horizontes da Palavra – tipo os intelectuais do Bloco de Esquerda (atenção que eu gosto tanto dos restantes partidos do Parlamento como de Ovos Escalfados com Ervilhas). Bom, o mais hilariante é que nunca dizem um caralho! Porquê? Basicamente por vários motivos: são mesmo burros, indecisos, frustrados e têm a mania da superioridade. Aposto quatro dedos da mão direita que nenhum destes fulanos teve a preparação básica de um inconformado; ou seja, a leitura da trilogia George Orwell - Aldous Huxley – Alvin Toffler. E ainda aume…

Encontros de desencontrados e a cara de pau do Paulo Portas.

Encontro-me desencontrado. Mas não me julguem e nem me apontem o dedo que é feio: não sou o único a sofrer deste mal! Todos nós andamos desencontrados e mesmo que não, encontramos sempre um meio de nos desencontrarmos outra vez. Um pequeno problema que transformamos numa aflição e uma aflição que tornamos num desastre de dimensões catastróficas. Exemplifico:

Uma grande catástrofe de desperdício de matéria orgânica humana.
Senteça:Dentro de um ou dois anos será apenas um problema de dimensão irrisória - podem confiar no meu poder visionário.
Pergunta:Por que razão este senhor não continuou desencontrado?

I want to fuck her...

Durante os seus anos de vida, o magnífico músico Serge Gainsbourg, autor do hino do amor, Je T'aime Moi Non Plus (banda sonora da película Amor Marginal, realizado pelo próprio e baseado no romance de Boris Vian), conheceu, há vinte anos atrás, a senhora Whitney Houston e foi isto... Acho que foi este episódio que levou a artista do Soul/R&B à decadência.

Para todos aqueles que têm vergonha de não saberem quem é o Serge Gainsbourg, aqui vai:

The One and Only.

Imagem de Stange Little Girls.
The Beekeeper, álbum extraído das entranhas da Rede - viciante e demente (o meio onde se movem os internautas, note-se!). Digo-vos que não sei por que razão me afastei tanto da sonoridade desta senhora? Tanto que, até há três anos atrás, tinha toda a sua discografia. Fiz as pazes com ela a muito custo, mas parece que agora vamos ser felizes até ao final dos nossos dias. Não deixo, porém, de recordá-la em Boys For Pele... a obra!