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A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

Um minúsculo ensaio sobre amor.

Caíram lágrimas de ferro no rapaz de água. No choro, a ferrugem que se seguiu. No ataque corrosivo em si. No inverso, anverso e no contrafeito. Reinventou outro tecido para si. No cuidado crestar da sua transparência. Na regeneração de outra pele de fé. Em vidro aramado com o menos de se expor. O amor abraçou-o enjeitando resistência à sua força. Deu-se então a ela. Aferrando-lhe o seu lado de dentro. O espaço que sempre esperou por si.
"(...) pele de fé. Em vidro aramado com o menos de se expor"

O maravilhoso mundo do atordoamento alcoólico.

"(…) Bon voyage mon grand ami! Une grande année pour vous!” ou qualquer coisa assim do género. Mas há mais pérolas do meu vizinho alcoólotra aquando das chegadas tardias ao meu poleiro. "Este Mercedes é do caralho, foda-se, motores que nunca mais terminam, ó caralho, fooooda-se!". "Ui, c'um caralho", penso: o gajo está todo fodido outra vez! Do último encontro vale-me uma boa trincadeira alentejana, é certo... A garrafa foi uma bela oferenda depois de provas sucessivas de uísque velho na sua casa - afinal, essa é, como referiu, a sua principal especialidade! "Ohmon grand ami,maintenantje vais vous montrerces armesvenus d'Afrique". "Oh foda-se", como que em dom de adivinho, "este gajo vai dar-me um balásio e eu vou deixar de ver o meu mundo sóbrio". Ainda por cima vai matar-me em francês e podre de bêbado... Mas não. Segui-se apenas um "bom, vizinho, vou mesmo ter que abalar...".
"Ohmon grand ami,maintenantje…