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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2008

E agora algo de completamente diferente – OU – Essa cena dos espíritos tem muito que se lhe diga – OU – Se calhar, agora não me lembro de outro título

Bem miúdos ainda, moi-même, o Nuno e a Sophie decidimos levar o copo minúsculo às letras em busca dos espíritos perdidos lá da casa da aldeia. Resultou de facto. Em uníssono, sussurrámos as letras V, A, O, S, E, F, O, D, E, R, A, G, R, A, N, D, E. A minha prima ficou em pânico e eu estupefacto fiquei. Só o Nuno manteve a cara de gozo descomunal…

Um bonito post sobre velhas amizades!

- Sabes quem eu vi no outro dia?
- Não faço ideia? Quem?
- A Sara, a Cláudia e a bacana da cabine 3.

"Um ou outro amigo que ganhamos na vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós próprios".Boa citação de Miguel Unamuno, mas francamente melhorada por mim, isto com o intuito de a dedicar a um dos meus compinchas-voadores.

O meu cão fala inglês - OU - O maravilhoso mundo dos cães ou nem por isso...

Ao invés de "Vamos à rua?", prefiro um "Let's go for a walk?". Curiosamente, ela abana a cauda naquela habitual demência canina de ansiedade como, de facto, percebesse inglês. Depois, nada de a tranquilizar com um “Tem calma”. Uso, sim (!), um “Relax babe, take it easy”. Ela continua a abanar-se e não perde a pica até chegar à rua. Aliás, aumenta-a quando vê o labrador ou o grandanois lá do bairro, os amigos das lambidelas na xoxota. Parece que a ouço dizer “Oh yes, you animals. I love this doggy style conversation”

FC Zorze e a Reviravolta no Marcador

Nestas últimas temporadas, a imprensa sublinhou que o FC Zorze teria pouca equipa para os grandes derbies. Se o meio da tabela era posição frequente para o team atrofiadamente talentoso, ano-após-ano-até-este-ano, veio desmistificar a musculatura dos adversários. Uma por uma, as equipas rivais foram caindo: ou por terem ganho pontos a roubar deliberadamente quem não deviam, por só terem tido muita letra na estratégia extra-campo, por permitirem aos apanha-bolas serem os verdadeiros protagonistas dos jogos ou, pior de todas elas, por fingirem jogar todos estes anos com amor à camisola. Felizmente, a imprensa começa agora a abrir os olhos e a perceber quem tinha, afinal, uma equipa com cabeça, tronco e membros!

Já falaste com o teu cérebro? Não, falei com o teu!

Uma notícia publicada no Metro assegura que usamos toda a capacidade do nosso cérebro e que a fatia pensante dos 10% desse equipamento orgânico é apenas um mito. Segue, então, uma pequena mostra de perguntas que caíram hoje em desuso: (1) Por que razão não produzimos numa modalidade de autosubsistência? (2) Por que razão todos nós continuamos crianças, impacientemente à espera do olhar dos nossos pais? (3) Por que razão nos apaixonamos por objectos? (4) Por que razão o nosso vizinho tem sempre uma casa melhor que a nossa? (5) Por que razão havemos de estar sempre chateados com o Mundo? (6) Por que razão andamos sempre a matar-nos? (7) Por que razão os benfiquistas não admitem que o clube da Luz já só se chama SL Alto dos Moinhos?

A escalada.

Metaforicamente falando, a Escalada de Poder não é mais do que a sodomização violenta e dolorosa sem recurso a lubrificantes de última geração. Incide sobretudo nas mulheres, esse "bicho" castiço, o qual selvaticamente lambuza o bolo cremoso e calórico chamado complicação. Não se trata de machismo, trata-se de ter dois olhos no meio do frontispiciu e perceber o que se vê. É pelas Escaladas de Poder e pelo cruzar de pernas num pedestal suportado por um suposto plinto inabalável que, naturalmente (!), os homens perdem toda a sua essência romântica e não admitem (pelo menos, os que se tocam a meio da peça de teatro) que passados uns meses ou anos nos acusem de distúrbio bipolar.

Somos viciados na idiotice

A complexidade da nossa massa orgânica poderia tornar-nos em literatura morosa. Mas não: enganamo-nos numa postura prepotente de seriedade livre de chacota! Ao invés, quem procura escalar os níveis de inteligência, percebe que a fórmula mais fácil de viver com os “bichos” é ter a capacidade de gozar consigo mesmo. Sim (!), sou muito mais feliz hoje ao assumir-me como um idiota. Todavia, e mesmo que as nossas alturas pelas alturas possam não coincidir, olhar-vos-ei sempre ao nível dos meus olhos.

Estamos todos no mesmo saco escuro do julgamento idiota!
Perdi a voz em viagem. Julgo que fugiu por uma janela aberta nos mais de 700 quilómetros que fiz ontem. Não fosse o almoço junto ao mar e os bolinhos de bacalhau a renderem-se aos rojões e não teria vontade de me lembrar das portagens, dos sonos nas bombas e dos vidros embaciados.
Acreditem-que-ainda-acredito nas coisas bonitas. Mesmo que os meus sonhos sejam encarcerados na mão do tempo ou que a minha delicadeza seja a de pontapear, acreditem-que-ainda-acredito nas coisas bonitas.
"Le plat numéro 43 c’est du porc avec du soja. Et le canard c’est pour monsieur? À Evreux. Et dans la tasse de saké, la femme nue a disparu. Je crois que tu vas me manquer. Tu crois qu’il neige dans la rue? Dans un restaurant vietnamien. Tu as laissé passer ma main dans tes cheveux. Tu vas me manquer"
Evreux, de Vincent Delerm

Um ensaio sobre descompressão.

Este texto é dedicado às putas vazias, mas também aos putos vazios. E são tantos os cabrões. Maldita 'melindragem' que melindra o cabrão do vosso cérebro. Putas mais a puta da sorte que vos pariu em aborto: fodei-vos! Mas com um mastro que vos ensanguente essa miséria de mundo que vergonhosamente comportam como uma pequena caganita de galinha e também ela mal parida: fodei-vos ainda mais esta vez! Fodei-vos com os dedos, com as putas das mãos. Mas fodei-vos por amor de dEUS. Nota do autor: Este post nem tem o intuito melindrar. É apenas um desabafo fodido e mal parido ...