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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2007

Simetria da intelecção...

Parece que estão tão concentrados neles próprios. Na racionalidade dos passos e na fuga desesperada à fraude. As ideias muitos oleadas e o coração de latão em desuso. Falta-lhes o odor estimulado da derme e a sensação pós-pré-adolescente ao toque. Julgam-se confiantes e seguros de si. Da sua intelecção precisa e minimamente desviante. Não partem como o barro. Mas enferrujam muito e muito ensaiam movimentos coordenados. Há pouco mais do que uma voz monocórdica-metálica em registo de estridor. São regalo para os fanáticos da simetria humana. Julgam ter encontrado o sentido de tudo. Sim, julgam os pobres homens-máquinas.

Afinal, o que se passa com o Zorze Zorzinelis?! - OU - Tenham um dia feliz como o caraças! - OU - Lá, Lá, Lá, o sol é tão lindo, belo e tão gostoso!

Não ando com apetite para o escárnio na chapa, guarnecido com uma boa dose de arrogância frita. Talvez esta calmaria - que não é obrigatoriamente sinónimo de uma felicidade zen - se deva à minha preocupação por assuntos realmente importantes. Sinceramente, tanto me faz a vida do Rui, do Pedro, do Joaquim ou do Crescêncio. Importa-me, sim (!), o estado das pessoas de quem gosto. É franca a minha vontade de dedicar um hino de paz, harmonia e amor a todos aqueles que hoje acordaram com vontade de dizer mal do Mundo. Qualquer coisa melódica e fácil de decorar: 4 acordes bastam! Algo piroso, onde se possa encaixar esta letra ingénua e infantil: "Se tens problemas, atira-os para o contentor. Se tens raiva dos outros, tenta gostar mais de ti. Se tudo te faz confusão, acaricia a tua face. Se todos são maus para ti, tenta ser melhor para os outros"... e agora o refrão: "Lá, Lá, Lá, a felicidade é tão linda, bela e tão gostosa. Lá, Lá, Lá, o sol brilha lá fora, tão lindo, belo e …

A mim não me fodem eles Summer Festival - ou - Ódio rotineiro.

Um verdadeiro festival de bonitos desabafos que vamos ouvindo aqui e acolá: "A mim não me fodem eles"; "Se lhe meto a mão em cima, fodo-o todo!"; "Enfio-lhe um balásio no meio da testa"; "Se aquele filho da puta não me pagar, mato-lhe a família toda"; "Aquela puta anda a trair-me"; "Estou fartinho daquela gaja, foda-se"; "Ele é um amigo do caralho"; há ódio na vida das pessoas. Há vontade de sacudir a frustração de não estarmos como gostaríamos de estar.

A miúda do Maximilian.

Miúda magrinha, humilde, inquestionavelmente triste, mas risonha. Foi pedindo licença e começou ela a colocar os Cd's no espaço para café. Primeiro a Beth Gibbons, dando a volta às minhas preferências e atracando no Lover do Buckley. Pelo meio, a frustração dos amigos lhe proibirem a vinda de Maximilian Hecker. Sem a conhecer de um outro apeadeiro, abordei-a num impulso repentino de genuinidade: "Tão bonita a sequência de músicas que escolheste. Mesmo bonita. Sabes que..." e que, e que, e que, e que, e que a simplicidade com que depois me diz: "Já que não me deixaram ouvir, leva o Maximilian, trata-o bem e traz-mo quando quiseres". E agora que estou frente ao aborrecido monitor laboral, longe de um Moskovskaya ou de uma qualquer aguardente velha, permito a calmaria da sua sonoridade diluir-se no espesso líquido das minhas preocupações diárias.

A horta, o têxtil, o SLK e os meneios nervosos num cinema ao ar livre.

Neste cinema ao ar livre, encontro-me reclinado e encarcerado no meu SLK espatifado, visualizando a estreia de A Minha Desgraça e a Destruição Praticamente Total do Meu Bólide Cinzento Metalizado que me Custou o Roubo dos Salários dos Meus Empregados Fabris. Noto que a tosse compulsiva, o expoente máximo dos meus meneios nervosos, parecida com o catarro de um fumador veterano – embora só meta branca -, é de novo despertada por alguém que me incomoda. Uma velha. Sim, uma puta de uma velha provinciana que me pergunta: “Ó menino, já ‘biu’ o que fez à minha hortinha?” Respondo-lhe de seguida: ”Ó bruxa velha do caralho. Sou o dono da Armando Sousa Ferreira Têxtil Lãs Lda! Você não sabe quem eu sou??!” – “’Xei’, meu filho. Um ‘pobrito’ dum ‘home’ a quem lhe ‘bão’ cortar as perninhas!”.

Alienação Zorziana: mutatis mutandis.

Górgias de Platão adaptado aos dias de hoje dá lugar a... Zórzias.
Excerto da obra:
Platão: Ao fim de tantas centenas de dias com a cor laranja como fundo do blog, por que razão a mudança para o azul? É uma questão de significado de cores? Zórzias: Se fosse, teria trocado a energia, a criatividade, o equilíbrio, o entusiasmo e o ludismo pela harmonia, confidência, conservadorismo, austeridade, monotonia e dependência. Platão:Isso quer dizer o quê? Zórzias: Que as cores são como os signos. Só blá, blá, blá.

Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo. Não primo. Primo.

O estado emocional dos homens é alojado em prateleiras orgânicas de material físsil.

"Não queremos desfraldar os clientes!"

Estas valiosas pérolas pertencem todas ao mesmo indivíduo!

"Sim, é natural que haja um suduzismo dos mais novos."
"Tem havido uma grande ofluência."
"Há muito cecicismo nesta área!"
"Não queremos desfraldar os clientes!"


A última entrevista no Norte, após o indelével repasto com o meu extraordinário amigo Haddock, "partiu-me" todo! Num esforço sobrehumano, contive a gargalhada num esboçar de um sorriso tímido e falsamente genuíno...

A Lapa, onde todos são diferentes e todos são iguais!

Esta é a minha singela homenagem às eleições para a Câmara Municipal de Lisboa!

Uma conversa exaltada...

Tio de Cascais: Quero falar da Lapa!
Chunga de Xabregas: Então, fala lá, pá!

... bom, e não é que a sonoridade é a mesma!? Fantástico!

Acho que só dói a quem é boa gente!

Um diálogo impossível e pouco produtivo.

... que vocês se fodam os dois mais essas caras de parvos!

ELE: Se continuares a falar assim ficas igualzinha a mim e isso é mau!
ELA: Mau é ser igualzinha a ele!
ELE: Ele, quem?
ELA: O Zorze Zorzinelis!
ELE: Hã?
ELA: Crisã!
ELE: Olha, chupamos... sua puta do caralho!

Nota final: O Zorze Zorzinelis pede desculpa pela brejeirice do post que acabou de publicar!

Vida.

Sabes, amor?!
(Pausa)
A… A vida. A vida vai…
Deixar de ser… De ser sempre andando.
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Estou no centro da cidade, amor
Nesta flâmula luzente de chamas
Lutarei cego contra o que nos cegou
Dando a nós o desuso de mim
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Arde a catacumba metropolitana, amor
Apaziguando a nossa alma em destroços
E nas artérias do nosso subsolo
Impor-se-á a nossa vontade de viver
---
Da sobrecarga de preocupações, amor
Na inércia do despotismo em nós
Solto as correntes para nos socorrer
Pois que sabes que; pois que sabes que…
---
A… A vida. A vida vai…
Deixar de ser… De ser sempre andando.
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Enquanto os relógios se esbatem no chão
E as moedas e notas se esvaem no ar
São apenas os estados de alma que ouves
Neste desejo que é a sede de sermos nós
---
Da sobrecarga de preocupações, amor
Na inércia do despotismo em nós
Solto as correntes para nos socorrer
Pois que sabes que; pois que sabes que…
---
A… A vida. A vida vai…
Deixar de ser… De ser sempre andando.
---
Ficas a saber, meu amor…

2007 - Letra para os (ler) Rapazes da Forja / (ouvir) Mys…

Interlúdio.

Neste lupanar cerebral, onde os gloriosos campos de papoila de infância são destruídos pela razão mentecapta inflamatória de vontades debilitadas, ainda consigo amimar o meu coração e persuadi-lo a bater pelo melhor que ainda aí vem. Como se o apego ao desvelo reflectisse o leito onde o meu pai amou desalmadamente a sua consorte.

O que eu curto bués mesmo é MILF’s…

Meus caros amigos alienados, qual é o meu espanto quando miro o Unas, no seu indescritível e cru show, a falar sobre as MILF’s. Sim, sendo eu um homem que trata por tu a pornografia (visualizada ou praticada) – e bem, orgulho-me de dizer que já parti o nariz a uma dama numa sessão descontrolada de sexo -, fiquei bastante entusiasmado ao descortinar a definição – e até que enfim! – de MILF. A saber: Mothers I Love Fucking…
Exemplo de um extraordinário espécime MILF:
Co'a breca, Alexandra Lencastre: um misto de mito e sonho de qualquer adolescente punheteiro...

* Um post inteiramente dedicado ao Capitão Haddock

Na minha caminhada laboral-viandante de ontem, ter a companhia do camarada Haddock ao almoço transformou o meu dia secante num agradável reencontro de dois homens inteligentes e de barba rija! Se bem que eu devia ter pago o raio do almoço - raios!!! Sem dúvida, esta é a prova viva de que conhecer um blogger não me fez mal nenhum - antes pelo contrário! Obrigado ou Sank You, como dizem as hospedeiras da TAP.

Alguém ficou mesmo chateado com o amigo Bambo...

Foto (Nokia N70):Zorze Zorzinelis

“Hoje: o valor do valor é nada!” Ou “Lá porque…”

O valor não é valorizado. Moldou-se ao bluff. Toda a gente é o que pensa ser: sem valor e sem brio. Somos agora feitos à medida de pouparmos o dinheiro “deles” e o nosso esforço.

O discurso dos "Lá por que sei...":
Lá porque sei conjugar a valorização de abertura, da velocidade, da sensibilidade, da sobre e sub-exposição de uma reflex amadora-avançada, sou fotógrafo. Lá porque sei escrever umas quantas linhas sem errar a pontuação e por dizer outras quantas balelas iluminadas, redundantes e previsíveis até dizer chega, sou escritor. Lá porque fiz um workshop de teatro com a senhora não-sei-das-quantas, sou actor. Lá porque li 4 livros no último mês, sou um iluminado maior. Lá porque sei o que são as obras totalitaristas do Orwell, julgo-me capaz de antecipar uma nova corrente de governação. Lá porque tenho uma banda muita maluca, muita fixe e já editámos dois Cd’s, somos grandes músicos. Lá porque eu ser muita boa, por as minhas mamas serem perfeitas, o meu rabo não ter celuli…