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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2009

O regresso do herói à capital sangrenta do deserto

Algumas pessoas acreditam que somos a continuação de vidas passadas. Esoterismo à parte, embarco mais na ideia de Fantasia-Esotérica. Não sei se o termo existe, mas soa bem que se farta. Se calhar vou estruturar a tese e avançar com uma grande convenção ou congresso sob o lema: FANTASIA ESOTÉRICA: "Descubra que personagem você foi na vida passada". Pela parte que me toca, chego à conclusão que fui muitas. Todas elas esmigalhadas em centenas de folhas de primeira página de romance. Isso é bom? Claro que é! Rasgos de brutal felicidade e depressão todo o santo dia é do tutano. Foda-se, bom-bom era criar uma erva transgénica que provocasse tamanho dano e estímulo cerebral e fosse possível, quiçá, vendê-la a um preço que me permitisse mandar todo o mundo para o caralho!



Acorda, vá! Já são horas de nada.

Alexandre e o Finley

O Alexandre era o gajo que me vendia mel de toda a parte menos de São Francisco. A última vez que nos encontrámos, entre o fumo atordoante e reconciliador, disse-lhe "Men, curto-te bué, men...". "Zorze, tu é que és grande, maluco!". Depois desse dia, em que nos encontrámos tardiamente na street (foda-se, street soa sempre bem), nunca mais o vi. Sumiu-se; julgo que se evaporou para o Hawai. Ainda hoje penso que morreu na tubagem. Tudo isto para dizer que ouvi este senhor hoje e era um gosto musical que eu e o Alexandre partilhávamos a 100%. O resto não! Comprava-lhe a 20 euros a língua!



"Olha Zorze: pássaros-cometas a caminho do Hawai"

À música dos amigos

Quando uma pequena cria de uma rata (ratazana) é retirada junto da mãe, os seus níveis de stress disparam. Quando, por exemplo, estamos a conversar com alguém que achamos muito simpático(a), tendemos a imitar cada gesto que faz - até quase ao ponto de sacarmos um gnu do nariz. Quando temos algo melhor que o mediano queremos mostrar. É científico. Há estudos e está comprovado. E eu como sou mais um mero e vulgar animal (só disse isto para parecer modesto), vou-me incluir em todas estas teses: vou abrir a janela do meu Pininfarina e fazer ouvir esta música para o mundo, mas especialmente para o meu mui querido amigo Diaz, agradecendo-lhe o soberbo arroz de ameijoas e a campanhia sempre inspiradora e musical. Mas não só a ele; a todos de quem gosto. À música dos amigos.

Música. Mas música a sério: AQUI

Ensaio sobre o "Aié?"

- Aié? - É! - É mesmo? - É, caralho: já te disse? - Ah, que giro... - Ah pois é mesmo! - Aié? - É! - É mesmo? - É, caralho: já te disse? - Ah, que giro... - Ah pois é mesmo! - Aié? ...



- Vanessa, tu vas tombé et raché les cornes!
- Aié?

O cheiro do suburbano

Cabixbaixo suburbano e o saco do Lidl na mão. O comboio carrega mais umas toneladas de carne sonâmbula. Há que preparar o jantar. Subo as escadas duas a duas e ponho-me a adivinhar, piso a piso, o que preparam os vizinhos para.... bem, foda-se, falando em vizinhos e já me estou a cagar para o texto que ia escrever: não é que convoquei, enquanto administrador, uma reunião de condónimos, e os filhos da puta não apareceram?



Infelizmente, não posso dizer que o relacionamento que tenho com os meus vizinhos seja JOY'a...

O moço das telas e dos pvc's

O moço das telas e dos pvc's, no meio dos seus arrumos, confessou-me ser filho precoce de pais separados e de só ver a mãe 30 minutos por dia há mais de 15 anos. Vinte e um de idade disse-me ter de vida no organismo e pouco mais de seis em companhia familiar. "E não tens irmãos?", perguntei numa tentativa de simplificar a amargura. "Ya, uma irmã mais velha que não me suporta e que nunca fez comida a mais para partilhar". Ganhou maturidade. "Isso é bom? Não devias ter-te vivido criança e adolescente?" Pelos vistos, devia, mas não se ressente. "Por agora, não. Espera até aos 30 para te cair em catadupa as privações, frustrações e distanciamentos próprios do 'deixa andar'". O moço das telas e dos pvc's, no meio dos seus arrumos, tem cabelos brancos, um rosto sereno, bonito e fuma um cigarro lá fora: comigo como companhia. Pensei estes meses todos que era antipático. Erradamente.

Bronx Idols

Jury - Hey motherfucker, what are you going to sing?
Contestant - Well, I love french music, so I have chosen Cosdibabibúde?
Jury - What the fuck?! Are you a fucken fag?! Eat my brownie shit, stupid!!! Ok, sing...
Contestant - Je gongefe et je ton biscu, je touréi le pá, Cosdibadibúde...
Jury - Motherfucker, it's "Je me leve et je te bouscule, tu ne te reveilles pas, comme d'habitude"!!! Fucken asshole, don't fuck around with Claude François masterpiece!!!


Claude François, o rei todo-poderoso da "Chanson Française", uma espécie de "Nacional Cançonetismo" ou mesmo "MPB". Este "Comme d'habitude" é somente o original que resultou no "My Way", celebrizado por Frank Sinatra.

AQUI