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Num brevíssimo espaço de 3 minutos - OU - Não me fodam com tempo, por favor!

Quanto mais experiência de vida tenho, mais pareço cometer infantilidades. Infantilidades essas que a meu ver, na hora em que saem desta carcaça de 33 velas, parecem as mais correctas. Confesso: não quero perder mais tempo com coisas que não desejo e estar onde não me apetece estar. Quero tempo para mim e para me dedicar a ausências de redundâncias e ruídos de fundo. Hoje, por exemplo, estava com o miúdo e aparece uma mulher de uma das 938948985945894 associações de protecção de menores, isto depois da vacarrona do Barclays, esse banco que eu simplesmente abomino (longa história), me ter abordado contra a minha vontade (puta do caralho!):

Acto I

Vacarrona do Barclays: "Boa tar..."
Zorze Zorzinelis: "Não suporto o Barclays"

Acto II

Chata do caralho da associação: "Desculpe interromper..."
Zorze Zorzinelis: "Não, não vai interromper!"
Chata do caralho da associação: "Não?!"
Zorze Zorzinelis: "Não! Estou com o meu filho!"
Chata do caralho da associação: "(Incrédula)... desculpe..."

Epílogo

É claro que mandar o pessoal todo para o caralho não é solução. Eu sei: tenho um ressentimento contra o mundo e as pessoas - tirando as que conheço e acabo por gostar. Apesar desta minha veia psicopata-obsessiva, lembrei-me de algo genial: não é a água ou o petróleo que vão escassear! É o tempo. Por isso, vou começar a cobrar 10 euros - e até posso passar recibos verdes - a quem me quiser abordar para comprar um produto ou serviço. Vou começar a testar esta cena. Não há nada que me deixe mais extasiado do que ver os bichos tontos.

Ya, sou um pária do caralho e depois?!

Comentários

  1. Também odeio que roubem tempo. Tempo que muitas vezes não tenho para que me seja roubado, porque o perco amiúde com quem nem sempre o merece.
    Depois dá-me vontade de correr para trás e anular o tempo perdido, convertê-lo em tempo intocado de novo, atirá-lo para o futuro, onde me faz falta.

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