segunda-feira

Vestígios de um ensaio sobre um robe escarlate.



Devias olhar-me agora. Não te consigo precisar há quantos dias me alimento da ração dos teus gatos e quantas castas suculentas provei da tua garrafeira. Tínhamos o nosso quarto soalheiro sempre descoberto e uma vontade infinita de nos amarmos. Eu, sem nunca me querer vestir, e tu, no teu robe escarlate, sempre procurando um pretexto para o arrastares pelo chão. O teu robe escarlate, o mesmo que vestias criteriosamente após a primeira queca, cobria o teu corpo magro e esguio acima dos joelhos. Com o desvelo habitual, desenlaçava o cinto igualmente doce que o prendia, contrariando o teu batimento cardíaco. Já libertos do frenesim inicial do sexo desajeitado, descobríamos enfim um jeito para nos virmos.

9 comentários:

  1. Humm, me deu vontade de fazer umas coisinhas depois de ler esse post rsrsrs...mas enfim eu sublimei e a primeira coisa que fiz foi comentar aqui rsrs...um robe escarlate, muito interessante rsrs... GOSTEI MUITO MESMO!!!

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  2. Tu desculpa lá... o robe até combina com a vista deslumbrante, não admira nada a excitação mas... essa cama é um bocado pirosa, não é?!

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  3. priberiano2:06 da tarde

    solarengo

    do Lat. solu, solo
    adj.,
    relativo a solar (casa nobre);
    s. m.,
    senhor do solar;
    o serviçal ou lavrador que vivia no solar.



    soalheiro

    de soalho < Sol
    adj.,
    diz-se do lugar exposto ao Sol;
    s. m., fam.,
    reunião de pessoas ociosas a falar na vida alheia, habitualmente sentadas ao Sol.

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  4. Oh Zorze... Andas a comer a Mãe Natal?!...

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  5. olhe sinhôre aliénado: mandei ca vir uma senhora para mudar esses lençois... e pedi-lhe tb para trazer um cobertorzito q agora as noites põem-se frias... senão isto tá uma pobreza... não sei onde andam com a cabeça... o tempo que vocês passam ai nessa cama começa a deixar-nos agitados... bom mas adiante...

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